Phoetycando...

Quem passar por esse blog vai encontrar palavras conhecidas, num grande esforço de que sejam poéticas. Gostaria que todos aqueles que apreciam qualquer forma de arte, se sentissem à vontade nesse blog como que acompanhando o desabrochar de uma flor, ou apenas a compaixão por quem tem a urgência da palavra.
Bons ventos poéticos e musicais cruzem os meus caminhos.

Cora Clarice de Barros

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Rio de Janeiro, Brazil
"Sou como a haste fina que qualquer brisa verga, mas nenhuma espada corta." Carta de amor - Oásis - Maria Bethânia

sábado, 21 de abril de 2012

Phoetycando ao Vento

Depois de várias tentativas infrutíferas, começo um novo blog. O nome diz exatamente as minhas maiores admirações, ou melhor, o alimento da minha alma que é a música e a poesia. Como sou uma pessoa comum, sem capacitações artísticas definidas, não sei quem vai se interessar em ler, seguir ou comentar o que escrevo. Mas vou escrever assim mesmo. Minha essência clama pelo exorcismo dos meus sentimentos e vou obedecê-la delicadamente. 
Todos somos essencialmente poéticos, mas poucos se aventuram nessa estrada difícil e cheia de atropelos. A crítica é um dos meus maiores desafios. Parece uma sombra que sinto gelar na espinha quando me exponho. Já vivi o suficiente para me importar com esses temores mundanos que travam a criação, então aqui estou para postar o que me faz flutuar, chorar, pensar tão longamente que o tempo se perde no relógio.
Porque começar de novo? Decidi depois de ouvir uma música de Paulo Cesar Pinheiro chamada Carta de Amor, em que Maria Bethânia finalmente coloca suas palavras entrecortadas na linda música. Ela que sempre interpretou tão bem Fernando Pessoa, Guimarães Rosa e tantos inesgotáveis talentos, agora também se expõe. Cansou de escrever e queimar o que escrevia e libertou o seu verbo para o mundo. Quem sou eu para me comparar a essa grande artista...apenas achei uma boa sugestão. Como sou anônima, fica muito mais fácil.
Versar e cantar são minhas únicas pretensões. Sem necessidade de elogios e passível de críticas. A liberdade me salva e o vento leva minhas palavras.